BESS para produtora de café: o case da TPJ em Espera Feliz (MG)
E se cada queda de energia — mesmo as de poucos segundos — custasse peças importadas, máquinas de R$ 2,5 milhões paradas e multas por carga que não chegou ao porto?
Essa era a rotina da TPJ, empresa mineira que atua na compra, beneficiamento, armazenagem, comercialização e exportação de café, em Espera Feliz (MG). Neste artigo, contamos como a instalação de um BESS (Battery Energy Storage System) pela Evosolar transformou o maior risco operacional da empresa em vantagem competitiva — na visão do próprio cliente.
Quem é a TPJ

A TPJ opera um armazém de café que atende toda a cadeia: recebe o grão do produtor, beneficia, armazena, comercializa e exporta. Pioneira em energia solar na região, a empresa já tinha histórico de investir em tecnologia para ganhar eficiência.
Mas havia um problema que nem o gerador a diesel resolvia.
O problema: quedas de energia diárias e um efeito dominó caro
Na região de Espera Feliz, a instabilidade da rede elétrica não é exceção — é rotina. Nas palavras da equipe da TPJ:
"A gente tem queda de energia diariamente, a gente tem baixa tensão em alguns momentos do dia. Se contar só com isso [a rede], a gente não trabalha mais."

O coração da operação são os compressores de ar, que movem praticamente todas as máquinas do armazém — incluindo a máquina eletrônica de seleção de grãos, equipamento de alta precisão que utiliza bicos ejetores extremamente sensíveis.
O que acontece quando a energia cai de forma abrupta:
O compressor precisa de um desligamento controlado, com alívio de pressão e fechamento de válvulas. Quando uma fase cai ou a energia é interrompida de repente, esse procedimento não acontece — e o óleo que lubrifica os motores passa para a linha de ar comprimido. Esse óleo chega às máquinas que deveriam receber apenas ar, contaminando bicos ejetores de precisão e parando a produção. Além disso, as oscilações queimam inversores de frequência, tanto dos compressores quanto dos demais equipamentos.
O resultado é uma cadeia de prejuízos:
"Você vai comprar um inversor para um compressor desse, caríssimo. Os bicos ejetores da eletrônica também são caros. A gente está falando de máquina de R$ 2,5 milhões cada. Aí você soma o custo do armazém parado, do cliente esperando a mercadoria... Você marca um deadline no porto, a mercadoria não chega, você tem que pagar pela carga que não foi."
Máquinas importadas agravam o cenário: cada avaria significa esperar peça de fora do país, com o armazém operando abaixo da capacidade — ou parado.
Por que o gerador não resolvia sozinho
A TPJ já tinha gerador. O problema é o tempo de transferência: a transição da rede para o gerador não é instantânea, e para equipamentos eletrônicos sensíveis, milissegundos fazem diferença.
É exatamente aqui que o BESS muda o jogo: o sistema assume a carga em cerca de 20 milissegundos — rápido o suficiente para que compressores, inversores e a seletora eletrônica nem percebam a queda. Na prática, funciona como um "nobreak industrial" de grande porte, mantendo a operação enquanto a rede não volta ou o gerador entra de forma controlada.
A solução: BESS integrado pela Evosolar
A Evosolar, através da unidade de Espera Feliz, apresentou à TPJ a solução de armazenamento de energia por baterias com tecnologia Huawei e JNG — fabricantes globais que deram lastro técnico ao projeto.
O sistema entrega três funções críticas para a operação:
- Continuidade instantânea: transferência em ~20 ms nas quedas e oscilações de rede, protegendo compressores e eletrônica de precisão.
- Proteção de ativos: fim do desligamento abrupto dos compressores, eliminando a contaminação por óleo na linha de ar e a queima de inversores.
- Transição inteligente para o gerador: o BESS sustenta a carga e permite uma transferência suave para o gerador quando necessário, com possibilidade de automação futura (partida automática do gerador e sinalização luminosa nos pontos críticos do armazém).
"Fiquei com o pé atrás no início": o que fez a TPJ confiar
Investir em uma tecnologia nova exige confiança. A equipe da TPJ não escondeu o ceticismo inicial:
"Todo dia aparece gente oferecendo solução de energia, mas é mais do mesmo. Eu confesso que fiquei até com o pé atrás no início. Lá atrás, quando eu pensava em algo que envolve bateria, eu falava: é muito caro, vai trabalhar cinco anos e estragar, não vale a pena."
O que mudou essa percepção, segundo o próprio cliente:
"A gente foi avaliando com base nos números, no que a gente já conhece, e viu que era um projeto real. Demonstraram muito bem os números, a capacidade técnica do projeto. Apesar de ser novidade, a gente viu firmeza, confiança. Foi a primeira vez que a gente realmente viu algo bom — e o que for bom, a gente está disposto a agregar no armazém."

Três fatores pesaram na decisão:
- Números na mesa: análise de viabilidade construída em várias reuniões, com dados que a própria TPJ pôde validar.
- Capacidade técnica comprovada: a Evosolar como integradora, respaldada por fabricantes globais (Huawei e JNG).
- Histórico com inovação: a TPJ foi pioneira em energia solar na região e já sabia avaliar tecnologia nova com critério.
O que muda na rotina do armazém
Com o BESS em operação, a TPJ ganha o que toda operação de exportação precisa: previsibilidade.
- Produção contínua mesmo com quedas e baixa tensão diárias
- Fim do ciclo de manutenção corretiva causado por oscilações elétricas
- Prazos de embarque no porto protegidos contra paradas não planejadas
- Base para automações futuras, como partida automática do gerador e sinalização de status de energia no armazém
Como resumiu a equipe da TPJ:
"Logo logo a gente está sem esse problema de energia."
Quer se aprofundar em BESS?
O case da TPJ é o exemplo clássico de onde o BESS gera mais valor: operações industriais e agroindustriais com equipamentos sensíveis, alto custo de parada e rede elétrica instável. Se você está avaliando a tecnologia, estes conteúdos do nosso blog completam o quadro:
- Quanto Custa um Sistema BESS no Brasil: Guia Atualizado — faixas de investimento e o que influencia o preço
- Como Escolher um BESS: O Que Avaliar Antes de Comprar — critérios técnicos de avaliação
- BESS para empresas: 5 situações em que faz sentido investir — cenários de aplicação
- BESS vs Bateria Estacionária vs Lítio: Qual é a Diferença? — entenda as tecnologias
Sua operação também para quando a energia cai?
Se quedas de energia geram prejuízo na sua produção, o primeiro passo é um diagnóstico técnico: entender suas cargas críticas, o histórico de interrupções e o dimensionamento ideal do sistema. Conheça a solução BESS da Evosolar e fale com um especialista.
Perguntas frequentes sobre BESS na indústria
Como o BESS protege equipamentos industriais contra quedas de energia?
O BESS assume a carga em cerca de 20 milissegundos quando a rede cai ou oscila. Esse tempo é rápido o suficiente para que equipamentos sensíveis — como compressores, inversores de frequência e máquinas eletrônicas de precisão — continuem operando sem perceber a interrupção, evitando danos e paradas de produção.
Quanto tempo o BESS leva para assumir a carga em uma queda de energia?
Cerca de 20 milissegundos — uma transição praticamente imperceptível para os equipamentos. Para comparação, chaves de transferência convencionais operam na faixa de 200 milissegundos, e geradores a diesel levam alguns segundos para assumir a carga.
O BESS substitui o gerador a diesel?
Não necessariamente — eles se complementam. O gerador leva alguns segundos para assumir a carga, o que já é suficiente para danificar equipamentos sensíveis. O BESS cobre esse intervalo de forma instantânea e ainda permite uma transferência suave para o gerador em quedas prolongadas, podendo inclusive automatizar a partida do gerador.
BESS vale a pena para armazéns de café e agroindústrias?
Sim, especialmente em operações com equipamentos sensíveis, alto custo de parada e rede elétrica instável. No case da TPJ, em Espera Feliz (MG), as quedas diárias de energia causavam contaminação por óleo na linha de ar comprimido, queima de inversores e paradas em máquinas de R$ 2,5 milhões — prejuízos eliminados com a entrada do BESS.
O BESS funciona junto com energia solar?
Sim. O BESS pode armazenar a energia gerada pelo sistema fotovoltaico durante o dia para uso à noite, nos horários de ponta ou em quedas de rede — aumentando a autonomia e o retorno do investimento em energia solar.
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